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Cordas são mesmo menos eficientes para a amarração de carga?

24/02/2017

Desde o primeiro dia deste ano, as cordas estão proibidas para amarração de cargas. Logo elas, que são companheiras inseparáveis dos caminhoneiros há anos. Agora, as cordas só podem segurar as lonas. A carga precisa ser presa à carroceria com outros dispositivos de amarração, como cintas, correntes ou cabos de aço. É o que diz a Resolução 552, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que entrou em vigor em 1º de janeiro. O objetivo da medida é “aperfeiçoar os requisitos de segurança”. Sobre este assunto, o site Pé na Estrada entrevistou o engenheiro Gustavo Cassiolato, presidente da Associação Brasileira de Engenharia, Movimentação e Amarração de Cargas (Abemac).

Pé na Estrada – Corda é mesmo menos resistente? Por quê?

Gustavo Cassiolato – Se você comparar a resistência de uma corda convencional de caminhoneiro, dessas vendidas em qualquer loja de material para construção ou postos de combustíveis, verá que ela tem resistência inferior aos outros equipamentos de amarração. Mas deve-se notar que a eficiência da amarração com cordas depende muito do nó que é realizado na extremidade, o que pode variar conforme o conhecimento e a prática do caminhoneiro. (A pedido do Pé na Estrada, Cassiolato informou a resistência de cada equipamento de amarração. Veja no fim deste texto)

Pé na Estrada – Uma crítica dos caminhoneiros é quanto ao preço. Eles já têm as cordas e, agora, precisam gastar com outros equipamentos. Considerando a atual crise, você não acha que o momento é inadequado? Afinal, as cordas são usadas há décadas.

Gustavo Cassiolato – Quando chegam novos produtos, que não são comuns no mercado, a primeira impressão é de que é caro. Mas para se adequar à legislação, se for considerar a aquisição de dez conjuntos de amarração para substituir as cordas, o caminhoneiro deverá desembolsar a diferença de R$ 120,00.

Pé na Estrada – Como você chegou a este valor?

Gustavo Cassiolato – Basta observar o valor de mercado de cada item e fazer as contas. Consideramos, por exemplo, 9 metros de corda tradicional (sem alma) de 12 mm de diâmetro, comparada com uma cinta de 9 metros, com catraca, 50 mm, capacidade para três toneladas. A corda custa, cerca de R$ 2,00 o metro, portanto, R$ 18,00 os 9 metros. A cinta custa em torno de R$ 30,00 o kit. R$ 30,00 menos R$ 18,00, igual a R$ 12,00, multiplicado por dez conjuntos: R$ 120,00 a mais vão custar os kits de cintas.

Pé na Estrada – Por que o ponto de ancoragem da amarração é tão importante?

Gustavo Cassiolato – De nada adianta o caminhoneiro comprar um equipamento que atenda a carga de trabalho, se o ponto de ancoragem não suportar o peso se for solicitado em uma eventual necessidade. Neste caso o ponto de amarração vai quebrar no caso de uma freada brusca, por exemplo. Assim os pontos de ancoragem também devem possuir uma grande análise, verificando se os mesmos estão em bom estado e se estão dimensionados para suportar a amarração da carga.

Compare o preço das cordas com outros equipamentos

Corda de caminhoneiro, sem alma, diâmetro 12mm – preço por metro R$ 2,00 (x 9 metros = R$ 18,00)
Cinta de amarração com catraca, largura 50 mm x 3 toneladas – preço do kit com 9 metros com a catraca R$ 30,00
Corrente de aço alloy grau 8, diâmetro 8mm – preço por metro R$ 34,00 (x 9 metros = R$ 306,00)
Tensionador para Corrente de aço alloy grau 8, diâmetro 8mm – preço por peça R$ 160,00
Cabo de aço galvanizado 1960 N/mm², diâmetro 5/16”, construção 6×19+AA – preço por metro R$ 5,90 (x 9 metros = R$ 53,10)
Cabo de aço galvanizado 1960 N/mm², diâmetro 3/8”, construção 6×19+AA – preço por metro R$ 7,50 (x 9 metros = R$ 67,50)

cordas e cintas para amarração de carga
Cordas são mesmo menos eficientes para a amarração de carga?
21/01/2017
Desde o primeiro dia deste ano, as cordas estão proibidas para amarração de cargas. Logo elas, que são companheiras inseparáveis dos caminhoneiros há anos. Agora, as cordas só podem segurar as lonas. A carga precisa ser presa à carroceria com outros dispositivos de amarração, como cintas, correntes ou cabos de aço. É o que diz a Resolução 552, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que entrou em vigor em 1º de janeiro. O objetivo da medida é “aperfeiçoar os requisitos de segurança”. Sobre este assunto, o Pé na Estrada entrevistou o engenheiro Gustavo Cassiolato, presidente da Associação Brasileira de Engenharia, Movimentação e Amarração de Cargas (Abemac).

Pé na Estrada – Corda é mesmo menos resistente? Por quê?

Gustavo Cassiolato – Se você comparar a resistência de uma corda convencional de caminhoneiro, dessas vendidas em qualquer loja de material para construção ou postos de combustíveis, verá que ela tem resistência inferior aos outros equipamentos de amarração. Mas deve-se notar que a eficiência da amarração com cordas depende muito do nó que é realizado na extremidade, o que pode variar conforme o conhecimento e a prática do caminhoneiro. (A pedido do Pé na Estrada, Cassiolato informou a resistência de cada equipamento de amarração. Veja no fim deste texto)

Pé na Estrada – Uma crítica dos caminhoneiros é quanto ao preço. Eles já têm as cordas e, agora, precisam gastar com outros equipamentos. Considerando a atual crise, você não acha que o momento é inadequado? Afinal, as cordas são usadas há décadas.

Gustavo Cassiolato – Quando chegam novos produtos, que não são comuns no mercado, a primeira impressão é de que é caro. Mas para se adequar à legislação, se for considerar a aquisição de dez conjuntos de amarração para substituir as cordas, o caminhoneiro deverá desembolsar a diferença de R$ 120,00.

Pé na Estrada – Como você chegou a este valor?

Gustavo Cassiolato – Basta observar o valor de mercado de cada item e fazer as contas. Consideramos, por exemplo, 9 metros de corda tradicional (sem alma) de 12 mm de diâmetro, comparada com uma cinta de 9 metros, com catraca, 50 mm, capacidade para três toneladas. A corda custa, cerca de R$ 2,00 o metro, portanto, R$ 18,00 os 9 metros. A cinta custa em torno de R$ 30,00 o kit. R$ 30,00 menos R$ 18,00, igual a R$ 12,00, multiplicado por dez conjuntos: R$ 120,00 a mais vão custar os kits de cintas.

Pé na Estrada – Por que o ponto de ancoragem da amarração é tão importante?

Gustavo Cassiolato – De nada adianta o caminhoneiro comprar um equipamento que atenda a carga de trabalho, se o ponto de ancoragem não suportar o peso se for solicitado em uma eventual necessidade. Neste caso o ponto de amarração vai quebrar no caso de uma freada brusca, por exemplo. Assim os pontos de ancoragem também devem possuir uma grande análise, verificando se os mesmos estão em bom estado e se estão dimensionados para suportar a amarração da carga.

Cordas não podem mais, agora a carga precisa ser presa à carroceria com outros dispositivos de amarração, como cintas, correntes ou cabos de aço
Ponto de ancoragem irregular para amarração de carga de dez toneladas com um gancho para longarinas, que não atende a solicitação de carga

Compare o preço das cordas com outros equipamentos

Corda de caminhoneiro, sem alma, diâmetro 12mm – preço por metro R$ 2,00 (x 9 metros = R$ 18,00)
Cinta de amarração com catraca, largura 50 mm x 3 toneladas – preço do kit com 9 metros com a catraca R$ 30,00
Corrente de aço alloy grau 8, diâmetro 8mm – preço por metro R$ 34,00 (x 9 metros = R$ 306,00)
Tensionador para Corrente de aço alloy grau 8, diâmetro 8mm – preço por peça R$ 160,00
Cabo de aço galvanizado 1960 N/mm², diâmetro 5/16”, construção 6×19+AA – preço por metro R$ 5,90 (x 9 metros = R$ 53,10)
Cabo de aço galvanizado 1960 N/mm², diâmetro 3/8”, construção 6×19+AA – preço por metro R$ 7,50 (x 9 metros = R$ 67,50)
Cordas não podem mais, agora a carga precisa ser presa à carroceria com outros dispositivos de amarração, como cintas, correntes ou cabos de aço
Cada equipamento de amarração tem sua resistência

A resistência de cada equipamento de amarração
Corda de caminhoneiro, sem alma (oca), diâmetro 12 mm – carga de ruptura 1.500 Kgf (com fator de segurança de 2:1 – carga de trabalho = 750 Kgf)
Cinta de amarração com catraca, largura 50 mm – carga de ruptura 6.000 Kgf (com fator de segurança de 2:1 – carga de trabalho = 3.000 Kgf)
Corrente de aço alloy grau 8, diâmetro 8 mm – carga de ruptura 8.000 Kgf (com fator de segurança de 2:1 – carga de trabalho = 4.000 Kgf)
Cabo de aço galvanizado 1960 N/mm², diâmetro 5/16”, construção 6×19+AA – carga de ruptura 4.800 Kgf (com fator de segurança de 2:1 – carga de trabalho = 2.400 Kgf)
Cabo de aço galvanizado 1960 N/mm², diâmetro 3/8”, construção 6×19+AA – carga de ruptura 6.860 Kgf (com fator de segurança de 2:1 – carga de trabalho = 3.430 Kgf)

Por Jaime Alves

Fonte: http://www.penaestrada.com.br/cordas-sao-mesmo-menos-eficientes-para-amarracao-de-carga/